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A Moralização nos Jogos Concelhios

Qua, Mai 6, 2009 | Autor: Fórum APF

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armindo-calcao3 Em bom tempo, o Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Paços de Ferreira entendeu dinamizar, através da Empresa Municipal Gespaços, o desporto no concelho para atletas não federados, permitindo, assim, que uma grande fatia da população pacense pudesse praticar desporto.
Tentou-se abranger todas as idades, com um leque de modalidades bastante diversificado, permitindo, assim, que, a partir dos sete anos, todas os cidadãos pudessem fazer parte deste movimento desportivo.
Mais do que a competição, é importante a prática desportiva e a defesa dos valores que essa prática implica, como fair-play, educação, respeito, aprendizagem, formação, e.t.c.
No que à formação diz respeito, estes Jogos pretendem que os dirigentes desportivos se habituem a cumprir os regulamentos, para, assim, transmitirem aos atletas, que dirigem, uma formação desportiva baseada na honestidade e no cumprimento integral das regras que suportam todas as modalidades.
É por isso que os Jogos Concelhios contam com a ajuda dos clubes, ao ponto de as modalidades serem mesmo disputadas na maior parte das suas sedes, e de a sua organização contar com a colaboração dos seus dirigentes.
A Câmara Municipal de Paços de Ferreira tem feito um enorme esforço para que estes Jogos sirvam também para educar e, por isso, assume o pagamento não só dos exames médicos para todos os atletas, que são obrigatórios e condição necessária à participação nas provas, mas também dos seguros desportivos.
É claro que, para manter estes jogos em pleno funcionamento, existem um conjunto de regras, iguais para todos, que têm de ser religiosamente cumpridas, para assim darmos um carácter sério a todo este envolvimento desportivo.
Era importante que os dirigentes se consciencializassem que qualquer desrespeito das regras instituídas implica penalizações para o clube ou Junta de Freguesia envolvida; e que, ao desrespeitarem essas regras, estão a criar situações incómodas para eles próprios junto da sua comunidade. Na verdade, essas situações podem mexer com as sensibilidades dos atletas, muitas das vezes menores, e que, ao não compreenderem o porquê das sanções, se poderão sentir menosprezados, que é aquilo que quem organiza este evento menos deseja.
Sabemos que há freguesias que têm um número de atletas superior ao número limite permitido pelos regulamentos e que os seus dirigentes são algumas vezes tentados a inclui-los nos jogos.
Se por um lado parece louvável esta atitude – dar oportunidade de prática desportiva a mais jovens – por outro lado é altamente reprovável.
Manifesta um profundo desrespeito pelo que está regulamentado, e desde logo não poderá passar no crivo da fiscalização pela organização, e, além disso, poderia trazer funestas consequências, se eventualmente passasse.
É importante que esses dirigentes saibam os riscos que correm, pois qualquer atleta que não esteja devidamente inscrito, além de não ter feito o respectivo exame médico, também não está abrangido pelo seguro desportivo e, se acontece alguma coisa de mais grave, a responsabilidade é da organização, caso tenha autorizado a sua utilização.
Se queremos contribuir para mais “Jogos” e melhores “Jogos”, devemos, antes de tudo, ter um papel fundamental na formação dos atletas, participando em todas as competições com espírito vencedor, é claro, mas antes de tudo com a intenção de que ao dirigir, também dirigir bem, ou seja, jogar claro e não tentar ludibriar as regras, pois é, e será sempre, desagradável punir os prevaricadores.

Armindo Calção

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